Início Mães A importância da Fisioterapia pós fratura em crianças.

A importância da Fisioterapia pós fratura em crianças.

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Olá meninas, tudo bem?

Hoje vim falar para vocês do acidente do Jean #denguinho, quem me acompanha nas redes sociais sabe que ele quebrou o cotovelo e passou 45 dias com o bracinho imobilizado. E muitas mães me perguntaram o que havia acontecido.

Ele estava em casa brincando de correr atrás do maninho, e do nada escorregou e na hora da queda ele se apoiou com o cotovelo e depois virou o braço e com isso ele teve uma lesão bem acima do cotovelo.

No momento da queda, estava a sós com eles, e parecia uma queda normal, ele chorou, mas não como nós imaginamos em uma situação tão grave dessa, no momento passei remédio que acabou amortecendo a dor e ele voltou a brincar. Mas logo depois ele foi brincar com o pai, e aí que ele sentiu dor ao tentar segurar o controle remoto e nesse momento a dor veio forte. E na hora meu pensamento foi que ele tinha fraturado, então corri com ele para a emergência e chegando lá foi feito o Raio X e comprovado a fratura num lugar muito incomum para a idade dele, que geralmente crianças de 8 anos fraturam, com essa dúvida o médico solicitou um novo Raio X, para saber a posição da queda e para saber se não tinha fratura no outro braço. E nesse meio tempo a mamãe aqui estava a flor da pele!

Bom, graças a Deus a fratura foi apenas no cotovelo esquerdo, com imobilização com gesso por 30 dias.

Então, fomos encaminhados para um ortopedista para continuar os procedimentos, e encontramos um super médico que acompanhou e nos ajudou nesse momento complicado e doloroso por 45 dias.

Após 45 dias de consultas, raios x e gesso meu pequeno foi liberado para voltar a se movimentar e com isso começou outro processo, a Fisioterapia.

Como ele ficou muito tempo imobilizado, ficamos aguardando 8 dias para ver como ia ser o processo dele com a movimentação do bracinho, pois ele sente medo e diz que doí, mas estamos estimulando ele nos movimentos, o bracinho dele não estique 100% ainda, mas sabemos que é questão de tempo. 🙂

E por isso pedi para a Fisioterapeuta e mamãe Tatiana que me ajudasse nesse processo com dicas e o porque a fisioterapia é importante nesses casos (post abaixo).

Beijos,

laura carvalho

Agradecimentos:

Dr. Caio César Torres (Médico Ortopedista)

Dr. Renato Fomm Vásquez (Médico Ortopedista)

Dra. Tatiana Sousa Milani (Fisioterapeuta)

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*Este post foi escrito por Dra. Tatiana Sousa Milani – Fisioterapeuta.

O tratamento para fratura consiste no reposicionamento do osso, imobilização e recuperação dos movimentos. Pode ser feito de forma conservadora (imobilização – talas imobilizadoras ou gesso) ou correção cirúrgica em casos mais graves.

Geralmente a consolidação da fratura leva de 4 a 10 semanas, podendo variar de acordo com a idade do paciente e gravidade da fratura.

Dependendo do tempo de imobilização, o nosso corpo reduz a produção de líquido nas articulações, o que causa enrijecimento das mesmas. Outro fator importante relacionado ao tempo de imobilização é redução de massa muscular e encurtamento tendíneo,que em muitos casos, após a retirada do gesso é bem evidente a diferença entre o tamanho dos membros.

Portanto logo após a est

abilização do foco de fratura, pode-se iniciar precocemente exercícios passivos e ativos de amplitude de movimento de todas as articulações não envolvidas. Os objetivos principais de um programa de exercícios precoces são basicamente:  [1] manutenção da força muscular, [2] recuperação de amplitude de movimento, e [3] prevenção de restrição articular.

É muito importante o início do tratamento logo após a retirada da imobilização para minimizar os efeitos da imobilidade e a retomada das atividades básicas da vida diária.

E em crianças? Como é realizada a fisioterapia?

Normalmente, as crianças recuperam os movimentos rapidamente uma vez removido o sistema de imobilização e o tratamento pode não ser necessário. Contudo, dependendo novamente do tempo de imobilização, a criança fica com medo de movimentar o membro afetado (seja esticar o braço ou esticar uma perna) e isso pode tanto prejudicar sua postura, seu caminhar, sua rotina  ou o seu brincar.  É importante consultar um fisioterapeuta que irá avaliar o grau dessas incapacidades e através de exercícios lúdicos e simples que serão ensinados à criança e aos pais,fazendo assim que ela reestabeleça a suas capacidades físicas novamente.

Dra. Tatiana Sousa Milani

Fisioterapeuta

Crefito 31632- F

*imagens: Google.